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DOCUMENTOS RETIRADOS NA TORRE DO TOMBO E ARQUIVOS.
Documentos da Familia Henriques |
| Código de referência
| PT/TT/JIM-JJU/1/23/15
| Título
| Autos de justificação de Marcelino José de Távora Henriques e seus irmãos, António José Jorge e Cruz e Maria da Cruz, casada com Francisco Tavares Brandão, filhos de João Jorge Henriques e de Bernarda da Cruz, naturais de Macieira de Cambra.
| Datas
| 1752
| Nível de descrição
| Documento composto
| Dimensão
| 42 folhas
| Dimensão e suporte
| 42 fl.
| Âmbito e conteúdo
| Os justificantes pretendem receber, como únicos herdeiros, a herança deixada por seu irmão João de Távora, Capitão-Mor da Praça de Cacheu, aí falecido.
Justificação proveniente de Lisboa
Escrivão: João Caetano da Silva Pereira.
| Localização física
| Feitos Findos, Juízo da Índia e Mina, Justificações Ultramarinas, África, mç. 23, n.º 15, cx. 41
| Detalhes específicos dos materiais
| Mau estado. Fl. truncadas, com galerias, fragilizadas, no início do documento. Danificação dos cantos superiores, devido ao excesso de manuseamento.
| URL | http://digitarq.dgarq.gov.pt/default.aspx?page=regShow&searchMode=bs&ID=4212048 |
| Termo de posse de Marcelino José Jorge Henriques
Manuel Fidalgo de Almeida Sarg. Mor das ilhas de Santiago de cabo verde
"Dei posse a Marcelino José Jorge Henriques do posto de capitão de infantaria do regimento de que é coronel Joaquim Afonso da Fonseca que faz guarnição a esta cidade.
Em virtude da patente atrás do sr. Gov. destas ilhas Manuel António de Sousa e Meneses e o por metido e investido da dita posse na forma acustomada em virtude de que fiz este termo 2.6.1762."
| Manuel António de Sousa e Meneses , Cav. Professo da Ordem de Cristo, Gov. destas Ilhas de Sam Tiago de CV , Terra Firme de Guiné e Serra Leoa
Faço saber aos que a minha Carta Patente virem que por quanto se acha vago o posto de Capitão de Infantaria de uma das Companhias de Guanição desta Cidade de Ribeira Grande do reg. do coronel Joaquim Afonso de Affonseca , que vagou por deixação de Manuel Pereira Viana e por ser preciso ao Real serviço prover-lhe o dito posto com pessoa de capacidade, préstimo e valor , e por todas estas circunstancias se acha na pessoa de Marcelino José Jorge Henriques por haver servido a Sua Magestade , que Deus guarde no Regimento da Corte como soldado e Cabo de Esquadra desde o ano de 1749 ate 1755 e parte de 56 com boa satisfação ,sem nota nem baixa alguma e por servir 2 anos para a Fortaleza de S. João da Foz do Douro da Barra do Porto, por ordem de Sua Magestade pelo Conselho de Guerra a sua custa e de 56 até 7 de Março de 57 para Lisboa.
E fez passagem por ordem do dito senhor pelo dito conselho de guerra … o regimento de infantaria da cidade do Porto e no qual serviu até vir para Cacheu aonde serviu no Posto de Alferes Tenente da dita praça por patente minha com toda a satisfação e inteireza de onde passou a esta ilha e por esperar dele , que daqui em diante se haverá com maior cuidado , zelo e fervor no serviço de Sua Magestade etc… e com ele não vencerá soldo algum da fazenda real , mas sim gozará de todas as honras, privilégios ,liberdades isensões e franquezas como gozam os que tais postos ocupam , pelo que mando ao sar. mor da praça Manuel Fidalgo de Almeida lhe meta no dito posto , lhe deixe servir e respeitar na forma costumada, haverá juramento dos Santos Evangelhos etc… . carta patente 1º de Junho de 1761. cx. 27 doc 33 cv Setembro de 1761.
cx. 27 doc 33 cv Setembro de 1761 | Nomeação para posto de Cap. Sarg.mor da Ilha do Fogo por três anos
O rei nomeia Marcelino José Jorge Henriques Capitão Sargento mor da Ilha do Fogo
Nossa Sra da Ajuda 15 de Setembro de 1763
Recebi de Marcelino José Cap. Sarg. Mor da ilha do fogo 2000 reis
Doc. 68 cx 27

Carta para Cenáculo 516
Marcelino José Jorge Henriques, Governador da ilha do Fogo.
Villa de S. Filippe (ilha do Fogo), 30 de junho de 1773.
BIBLIOTHECA PUBLICA EBORENSE
NOTIS DO BIBLIOTHECARIO
JOAQUIM HELIODORO DA CUNHA RIVARA
Tomo II
IMPRENSA NACIONAL.
1868 |

| ANNUARIO DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA MO ANNO LECTIVO DE 1872 A 1875? - Page 144
Alvaro Adolfo Avelino Henriques

| Exposição de João Jorge, procurador do concelho de Ribeira Grande, da ilha de Santiago, informando de que os papéis da Câmara da Ribeira Grande tinham sido furtados e que necessitavam de privilégios. Pg. 48, 770 a). III, 10-8.
Gav. III, m. 10-8, doc. 770, pp. 48-53 - Sob este número estão catalogados os seguintes documentos: a) Exposição de João Jorge, procurador do concelho de Ribeira Grande, da ilha de Santiago, informando de que os papéis da Câmara da Ribeira Grande tinham sido furtados e que necessitavam de privilégios; b) Informação do mesmo João Jorge, na qual ele diz que os privilégios estavam guardados na Torre do Tombo e pede sua confirmação. Refere que a ilha de Santiago se enobrecia com a confirmação dos privilégios e que era necessário fazê-lo para a navegação da Índia e da Guiné. Refere-se a importância da ilha para a navegação da Guiné e da Índia; c) Privilégio (traslado do) dado por D. Afonso V à Ilha de Santiago de Cabo Verde, que pertencia a seu irmão D. Fernando. Beja, 1466, Junho, 12. - Tem no verso a ordem a Rui de Pina para conferir o traslado. - Santarém, 1510, Maio, 24. - Cópia junta. Permite-se aos habitantes da ilha que utilizem navios e resgatem nas partes da Guiné, exceptuando em Arguim.
Informação de João Jorge, procurador do concelho de Ribeira Grande, na qual ele diz que os privilégios estavam guardados na Torre do Tombo e pede a sua confirmação. Pgs. 48-49, 770
| Agnelo Avelino Henriques
les îles du Cap-Vert? - Página 150 |
| Código de referência | PT/TT/MI-DGAPC/E/3/195/14 | Título | Condecoração de José Nosolini, governador civil do Funchal, com a comenda da Ordem da Coroa de Itália. | Datas | 1941-08-06/1941-08-09 | Nível de descrição | Documento composto | Dimensão | 3 folhas | Dimensão e suporte | 3 fl.; papel | Localização física | Ministério do Interior, Direcção Geral da Administração Política e Civil, processo J-5/1, NT 1863 (Inc. 2002) | Cota original | Liv. nº. 88A (J-5/1) | Condições de acesso | A consulta dos processos não é imediata, têm de ser sujeitos a tratamento arquivístico prévio
| URL | http://digitarq.dgarq.gov.pt/default.aspx?page=regShow&searchMode=bs&ID=4356631 |
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CodigoReferencia | PT-TT-RGM/H/200216 | Titulo | Caetano Jose Nosolini | Datas | 22/02/1842 | NivelDescriçao | Documento Simples | CodigoReferAlternCota | Registo Geral de Merc?s, D.Maria II, liv.17, fl.248v | AmbitoConteudo | Portaria. Cavaleiro da Ordem de N. Sra da Conceição de Vila Viçosa. | EntidadeDetentora | ANTT |
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CódigoReferência
| PT-TT-RGM/H/200213 | Título
| (D.) Gertrudes Maria Nozolini | Datas
| 09/06/1845 | NívelDescrição
| Documento Simples | CódigoReferAlternCota
| Registo Geral de Mercês, D.Maria II, liv.27, fl.67v-68 | ÂmbitoConteúdo
| Alvará. Legitimação. Filiação: Caetano José Nozolini. | EntidadeDetentora
| ANTT | Aviso
| Descrição em fase de revisão |
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CódigoReferência
| PT-TT-RGM/H/215083 | Título
| (D.) Eugénia Aurélia Nozolini | Datas
| 09/06/1845 | NívelDescrição
| Documento Simples | CódigoReferAlternCota
| Registo Geral de Mercês, D.Maria II, liv.24, fl.208-208v | ÂmbitoConteúdo
| Alvará. Legitimação. Filiação: Caetano José Nosolini. | EntidadeDetentora
| ANTT | Aviso
| Descrição em fase de revisão
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CódigoReferência
| PT-TT-RGM/H/223830 | Título
| Leopoldina Nozolini | Datas
| 09/06/1845 | NívelDescrição
| Documento Simples | CódigoReferAlternCota
| Registo Geral de Mercês, D.Maria II, liv.27, fl.68v | ÂmbitoConteúdo
| Alvará. Legitimação. Filiação: Caetano José Nazolini. | EntidadeDetentora
| ANTT | Aviso
| Descrição em fase de revisão |
| O Morgadio de Monte Queimado, a maior propriedade unificada de produção de café na ilha do Fogo (situado nos Mosteiros), foi já contemplado, por diversas vezes, com prémios internacionais. Arrecadou a Medalha de Ouro da Exposição Colonial no Porto, em 1934, e produz aquele que é considerado "O melhor café do Império". |
Um Adeus Militar - Octávio Barbosa Henriques. Coronel de Artilharia e dos Comandos
Por João J. Brandão Ferreira*

Fui, há dias, acompanhar um camarada mais antigo à sua última morada.
Foi um homem bom, um excelente combatente e um Português de Lei. Recto carácter, defendia com denodo as suas convicções e não virava a cara.
Serviu a Pátria, não se serviu.
Chamava-se Octávio Barbosa Henriques. Era Coronel de Artilharia.
Como é regulamentar nestas ocasiões, e tradição antiga, a condição de militar implica que o Ramo a que o militar pertenceu se faça representar e preste as Honras Militares respectivas, o que varia conforme o posto, funções exercidas e condecorações havidas (quem for condecorado, por exemplo, com a Ordem da Torre e Espada, mesmo sendo civil, tem direito a honras especiais). Estas “Honras” tem lugar tanto em tempo de paz, como em campanha, sempre que as operações militares o permitam.
Estando o militar no activo a representação e o número de fardados estará, naturalmente, em consonância com tal condição. O corpo é velado por pessoal fardado e armado e, em certos casos, há guarda de honra ao altar, durante a celebração.
Existem ainda particularidades conforme os militares pertençam a um ou outro Ramo/especialidade. Por exemplo, é costume haver sobrevoo de aeronaves da esquadra a que o militar pertenceu, quando se trata de um aviador; e no mar a Armada tem o seu cerimonial próprio, quando o sepulcro é o vasto oceano.
Durante a última revisão do Regulamento de Continências e Honras Militares, foram reduzidos os escalões das subunidades a prestar honras (logo menos homens e aparato), alegando-se os cada vez menos efectivos disponíveis (e daí para cá já se diminuiu muito mais...).
Deste modo e para o caso presente (trata-se de um oficial superior), restou um pelotão a duas secções: 18 homens comandados por um sargento.
Lá estavam em “funeral arma” e deram as três salvas da ordenança.
No cortejo, a urna vai coberta com a bandeira nacional (que o defunto jurou defender com sacrifício do seu bem estar, saúde e vida), e atrás segue um oficial/sargento/praça (conforme os casos), com as condecorações, boina ou boné e insígnias, e espada/espadim (símbolo da autoridade nele investida).
A urna, sempre que possível, é transportada por elementos da unidade a que pertenceu aquele “que jaz morto e arrefece”, e/ou, por elementos do seu curso ou camaradas de armas.
Muito importante – até porque se trata sempre de uma situação muito sensível, é o profissionalismo e organização como tudo se passa e a marcialidade de quem presta as honras militares ou está envolvido na cerimónia – Não deve haver falhas.
As “honras” que se prestam são uma homenagem a quem partiu por ter servido as Forças Armadas e Portugal – a nossa terra! –, segundo os ditames da condição militar e de tudo o que isso implica. Mas são, sobretudo, importantes para os que ficam, pois são símbolo da continuidade, referência de comportamentos, elo de ligação intemporal. E porque, independentemente do entendimento ou crença de cada um, ajudam a dar sentido à vida.
Numa época desatinada de referências morais, cívicas e patrióticas é fundamental, ao que resta das multicentenárias FAs Portuguesas, manter uma postura impecável, não abdicando dos seus direitos e tradições e não permitir uma beliscadura na sua Dignidade.
É possível, até, que os espíritos desorientados que há muito andam a trabalhar para ferirem de morte a Instituição Militar, venham a ter êxito. Mas como não se tem sabido fazer frente a tal desiderato, ao menos que nos mantenhamos iguais a nós próprios, até ao último.
Lema artilheiro de muitas épocas proclama que a “Artilharia morre em sentido”!
O Cor. Barbosa Henriques, na reforma há algum tempo, não se esqueceu do lema: morreu de pé
Para além de um notável operacional na Guerra do Ultramar, Barbosa Henriques era um português de Lei. Um patriota, sempre inconformado com a ineficácia ou inoperacionalidade das instituições de um país que amava profundamente. | ARLINDO BARBOSA HENRIQUES
A sua aquisição resultou dos esforços do então Administrador da Sacor Marítima Capitão da Marinha Mercante Arlindo Barbosa Henriques, um dos mais brilhantes oficiais de marinha mercante do século XX em Portugal. O Cte. Barbosa Henriques era firme partidária da compra denavios novos versus em segunda mão. Fez muita falta na companhia que perdeu o dinamismo de outros tempos. | Caetano Nosolini, esse homem que encheu numerosas páginas da história da Guiné na primeira metade do século XIX, quando era tudo e ainda pioneiro de feitorias e estabelecimentos agrícolas nas margens do rio caudaloso. Na época do discutido monopólio de Nicolau Macedo com o exclusivo de comércio e navegação no rio. Na época em que se fazia, lá na foz, quando na baixa-mar, a colheita do âmbar, produto fossilizado das resinosas marginais que as águas do Corubal arrastaram para o acumular através dos séculos. Na época, ainda, das contínuas turbulências entre as tribos fulas, fulas-pretos, mandingas e biafadas em permanentes escaramuças conhecidas por «Guerras do Forriá», um Forriá que no dizer dos Fulas significa «terra da liberdade» apesar de acontecer as sucessivas chacinas, os incêndios das povoações, os roubos de gado e a captura dos vencidos, logo considerados escravos. |
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